Archive for julho \29\UTC 2011

Análises BB-BI dos resultados do 2T11 para Bradesco, Cielo, Comgas, Daycoval, Fibria, Localiza, M Dias Branco, Natura, Redecard, Romi, Santander, Vale, Weg

Posted on julho 29, 2011. Filed under: Comentários diários |

Caros leitores do blog do INI,

O setor de Análise do Banco do Brasil acaba de disponibilizar seus comentários sobre os resultados das empresas a seguir:

Resultados do Segundo Trimestre de 2011:

2T11 – Bradesco

2T11 – Cielo

2T11 – Comgas

2T11 – Daycoval

2T11 – Fibria

2T11 – Localiza

2T11 – M Dias Branco

2T11 – Natura

2T11 – Redecard

2T11 – Romi

2T11 – Santander

2T11 – Vale

2T11 – Weg

4t11 – São Martinho

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Nova TIB – Dividendos Corrigidos

Posted on julho 29, 2011. Filed under: Aconteceu no INI |

Caros Membros da Comunidade INI,

Em atenção às considerações feitas pelos visitantes da nova TIB, as fórmulas que calculam os dividendos e o payout foram corrigidas.

Cliquem AQUI para ver a TIB já com essas alterações.

As sugestões que serão implementadas em breve:

  • Indicador LL/PL (lucro líquido dividido por patrimônio líquido).
  • Indicador LAIR/Receita líquida (margem operacional)
  • Importação para o Excel
  • Cálculo do Dividend Yield

Continuem visitando e nos ajudando a fazer da nova TIB uma ferramenta confiável, simples e acessível aos investidores individuais e aos clubes de investimento do país.

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Desconto especial INI – Assine o Valor com 34% de desconto

Posted on julho 29, 2011. Filed under: Comentários diários |

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Corrigindo outros equívocos: Dollar Cost Averaging x Lump Sum Investing

Posted on julho 13, 2011. Filed under: Artigos sobre bolsa |

O INI é uma instituição com objetivos educacionais, não comerciais

É importante começar o artigo por essa frase, pois enfrentamos algumas adversidades e opiniões contrárias às posições do instituto, algumas até bem agressivas, que normalmente são provenientes de pessoas que não conhecem o papel e os objetivos do INI.

O INI representa no Brasil a mais bem sucedida experiência educacional no que se refere ao investimento em bolsa de valores.

Os princípios e a metodologia que o INI difunde ensinaram milhões de pessoas a investir em bolsa de forma consciente em 20 países, ao longo dos últimos 62 anos. (Ver www.betterinvesting.org, www.shareowners.com, www.wfic.org, www.ffci.fr entre outros “INIs” do mundo).

As posições do INI não têm apenas valor técnico, têm também, e principalmente, valor didático, pedagógico e psicológico. Além de uma tremenda responsabilidade social, afinal estamos trabalhando a poupança dos brasileiros.

Investir regularmente (Dollar Cost Averaging – DCA) ou de uma só vez (Lump Sum Investing – LSI)

Sempre que postamos algum artigo, amplamente fundamentado e transparente, pois divulgamos a origem dos dados, a metodologia e todas as contas, surgem comentários em blogs e fóruns, alguns bem depreciativos.

A divergência, quando educada e fundamentada, é o que nos faz refletir e crescer. E fazer contas.

Aos defensores do investimento em bolsa de uma só vez (LSI) e aos detratores do investimento regular, cabe pontuar as diferenças psicológicas e pedagógicas entre os métodos. Depois volto com as contas e divulgo a planilha com os resultados.

Quais as vantagens que o DCA apresenta em relação ao LSI?

Antes, vale reforçar que o objetivo educacional do INI não é direcionado prioritariamente a investidores experientes, mas principalmente aos milhões de não-investidores que a bolsa deseja atrair para o mercado. Os experientes são bem vindos, mas talvez achem o Método INI muito simples.

Bolsa não se aprende por teoria, apenas na prática

O iniciante, ao optar por colocar um dinheiro relevante na bolsa de uma só vez, queima muitas etapas necessárias à sua formação como investidor.

Aprender sobre os mecanismos da bolsa e das operações mais simples, tê-los dominados, leva de 3 a 6 meses.

Aprender sobre os ativos em que investe (empresas), ter intimidade com eles, com os números, é coisa para 1 a 2 anos.

Isso sem falar em sofisticações e derivativos, elementos fora do escopo do INI.

Ao utilizar o DCA ele terá o tempo necessário, sem expor um capital relevante.

Vantagem didática e pedagógica para o DCA.

Leva tempo para descobrir seu perfil

Essa é outra revelação que leva tempo e requer experiência. Qual o seu perfil como investidor? Como pode colocar todo o dinheiro (ou muito) de uma só vez se nem sabe quais serão suas reações às peculiaridades da renda variável?

Mais uma vantagem do DCA, dar-lhe tempo para se descobrir.

Síndrome da perna-trocada

Diz-se em bolsa que o investidor “trocou as pernas” quando compra na alta e vende na baixa. Pois é essa a experiência da esmagadora maioria dos investidores iniciantes que utilizam o LSI (colocam um dinheiro relevante de uma só vez).

E não é culpa do LSI, mas da própria formação psicológica dos indivíduos. O sentimento natural é querer muito entrar na bolsa quando esta está em alta e querer muito vender quando desaba.

Seu amigo ganhou dinheiro, um vizinho ganhou dinheiro, seu cunhado ganhou dinheiro. É nessa hora que todos pensam em entrar. Isso é facilmente verificável pela quantidade de novos investidores entre 2006 e 2008. Mais que dobrou o número de investidores na bolsa.

Quando desaba, todos querem sair e lamentam não ter saído antes. De 2008 até hoje, a bolsa tem, praticamente, a mesma quantidade de investidores.

Até o investidor conseguir modificar esses valores e essa percepção, ou seja, sentir vontade de entrar quando cai e não quando sobe, lá se vão alguns anos de experiência e, principalmente, de mudança cultural, de valores.

Experiência e cultura que 300.000 novos investidores não tinham quando colocaram dinheiro relevante na bolsa entre 2006 e 2008.

Vantagem psicológica para o DCA!

Formar patrimônio X Gerir patrimônio

Bem, esse último item já separa de forma irreversível as técnicas LSI e DCA.

DCA é adequado para quem quer formar patrimônio ao longo dos anos. Aquela pessoa que não tem recursos relevantes, mas quer, aos poucos, construir patrimônio e ter uma renda para compor sua aposentadoria.

Para esse perfil, que é o perfil da maioria da população brasileira (excluindo devedores contumazes), não existe a opção do LSI. Não existe investir de uma só vez R$ 10.000, R$ 20.000, R$ 100.000. Existe apenas R$ 200, R$ 300, R$ 50 por mês.

Para quem tem dinheiro, a decisão é de gestão e não de formação. Mas mesmo essa pessoa vai precisar pagar todos aqueles “pedágios” de experiência, caso seja iniciante em bolsa de valores.

Demonstra a adequação da atuação do INI, na defesa do DCA. É uma questão de responsabilidade, de formação de cultura e de valores, não meramente “descobrir” e “revelar” o melhor método, a melhor aplicação. Não é esse o papel do Instituto.

Fazendo contas sobre LSI e DCA

Partindo da premissa que a bolsa, no longo prazo, tende a subir, o LSI seria melhor do que o DCA, ou seja, colocar todo o dinheiro de uma só vez seria mais lucrativo do que dividir os aportes.

Os sites alegam que isso ocorre em 2/3 dos períodos. Ou seja, em 2/3 dos meses o LSI ganharia e em 1/3 o DCA ganharia.

Fizemos as contas e essa realidade também se verificou no Brasil de janeiro de 1998 a junho de 2011. Não dá exatamente 1/3, a divisão é 41% (66 períodos em 162 possíveis) com ganho para o DCA e 59% onde o LSI teria melhor retorno.

Ver resultados completos AQUI.

Sem considerar as vantagens psicológicas e didáticas aos iniciantes, há uma consideração estatística que neutraliza essa vantagem que o LSI levaria sobre o DCA.

A mais simples de todas: RISCO.

O Risco é uma medida baseada na volatilidade de uma variável.

E a regra mais simples das finanças é que a relação entre risco X retorno é diretamente proporcional. Quanto maior o risco, maior deverá ser o retorno.

Ao assumir um comportamento de maior risco, é razoável esperar um retorno maior, mas também há possibilidade de perdas maiores.

Veja o gráfico da rentabilidade do DCA e do LSI ao longo dos 162 meses:

Não há qualquer dúvida de que o risco do LSI é muitíssimo superior ao do DCA.

E a pergunta que resta é: O maior risco, compensa o maior retorno?

A matemática e a estatística podem modelar isso e responder, para um determinado conjunto de dados, se o retorno compensa o risco.

Mas o ponto do artigo não é esse. E, acreditamos, já deve ter ficado claro o suficiente até aqui.

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Bradesco – VIDEOCHAT – Dia 28 de Julho – Agende-se!

Posted on julho 13, 2011. Filed under: Agenda INI |

Caros Leitores e Membros da Comunidade INI,

No Próximo dia 28 de Julho, Quinta-feira, às 18:00hs o Banco Bradesco vai realizar um VIDEOCHAT sobre os Resultados do 2T de 2011.

Será uma ótima oportunidade para conhecer os resultados do banco e tirar suas dúvidas.

O Palestrante será o Sr. Domingos Figueiredo de Abreu.

Para ter acesso, clique ou digite: www.bradescori.com.br

Seja um acionista consciente, participe dos eventos de sua empresa!

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Membros Orientadores: Artigos – Arthur Vieira

Posted on julho 13, 2011. Filed under: Artigos sobre bolsa |

Caros Leitores e Membros da Comunidade INI,

Nosso membro orientador Arthur Vieira disponibilizou os dois artigos a seguir para nosso blog:

Perfil de Investidor

Fundos Imobiliários

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Ibovespa x Renda Fixa – Corrigindo injustiças

Posted on julho 11, 2011. Filed under: Artigos sobre bolsa |

As tradicionais comparações entre o Ibovespa e a Renda Fixa têm um erro metodológico sério

Sempre que a bolsa (leia-se Índice Bovespa) passa por maus bocados, surgem as comparações depreciativas com a renda fixa brasileira.

Este breve estudo pretende demonstrar que as comparações entre o Ibovespa e a Renda Fixa são inadequadas e imprecisas, transmitindo uma visão distorcida do investimento em bolsa.

Ressalve-se aqui que os profissionais que fazem essa comparação não tem qualquer culpa nem dolo por utilizar uma metodologia imprecisa.

É a própria falta de conhecimento da dinâmica do mercado de ações que leva ao erro metodológico.

Metodologia do estudo

O estudo compara investimentos em bolsa (RV) e renda fixa (RF) entre janeiro de 1998 e junho de 2011.

Para equilibrar os números são simulados dois fundos, um atrelado ao Ibovespa e outro à Selic mensal. Não serão considerados custos e impostos, pois em fundos de longo prazo, pela regras de hoje, as alíquotas seriam iguais. Não há taxas de administração para quaisquer dos fundos.

A planilha com os dados completos está AQUI.

Primeiro e principal erro: Método de Acumulação de Patrimônio

Os estudos que aparecem na mídia, demonstrando que o investimento em RF foi melhor que o investimento em RV nos últimos anos cometem um pecado metodológico sutil, mas decisivo para viciar os resultados.

Por “viciar” os resultados entenda-se que a metodologia utilizada tende, na maioria das vezes, a beneficiar a RF. É como se, ao jogar um dado, o resultado fosse 90% das vezes um número par, por exemplo.

As comparações sempre levam em consideração um investimento único, feito no início do período, tanto para RF quanto para RV.

Esse método é correto para RF, mas errado para RV.

Não há qualquer dúvida de que migrar uma grande quantidade de dinheiro de uma só vez para RF seja uma atitude prudente ou correta, mas colocar todo o dinheiro em bolsa de uma só vez é jogo, é aposta.

Resumindo: a metodologia tradicional compara uma atitude de investimento INDICADA para a renda fixa e CONTRA-INDICADA para a bolsa.

O leitor deve estar imaginando se isso é tão grave assim. É gravíssimo.

Pois imagine que o estudo fosse feito com atitudes de investimento INDICADAS para ambos os casos.

No estudo que gerou esse artigo, simulou-se a compra regular de R$ 1.000 em cotas de um fundo de índice (RV) e mais R$ 1.000 em cotas de um fundo atrelado à SELIC (RF), ao longo de 162 meses.

Entre janeiro de 1998 e junho de 2011, os resultados:

  • R$ 163.000 investidos em cada fundo (contando aporte inicial período ZERO)
  • R$ 521.856 no fundo atrelado ao Ibovespa (RV)
  • R$ 485.268 no fundo atrelado à SELIC

Mas não é isso que prova o viés negativo que acaba quase sempre deixando a renda variável em situação desfavorável nas comparações.

A prova do viés metodológico

Na metodologia utilizada tradicionalmente, que aqui se quer demonstrar que tem viés amplamente favorável à RF, simula-se um único aporte no início do período, tanto para RF quanto para RV.

Nesse exemplo, nos 162 meses do estudo, em quantos a RF estaria em vantagem em relação à renda variável?

O patrimônio em renda fixa estaria maior em 143 meses, contra apenas 13 meses nos quais a renda variável estaria com patrimônio maior.

Mas na metodologia correta, que compara bolsa e renda fixa utilizando uma modalidade de investimento adequada para ambas, o resultado seria AMPLAMENTE diferente.

Nesse segundo exemplo, nos 162 meses do estudo, em quantos a RF estaria em vantagem em relação à renda variável?

O patrimônio em renda fixa estaria maior em 72 meses, contra 90 meses nos quais a renda variável estaria com patrimônio maior.

Creio que esse cálculo simples demonstra com rigor matemático o enorme viés favorável à renda fixa que a metodologia utilizada pela maioria dos meios de comunicação e de pesquisa carrega.

Além disso, a divulgação acaba estimulando a idéia errônea de que bolsa é “hora certa“. Na simulação que acumula patrimônio ao longo do tempo os resultados da bolsa teriam sido melhores na maioria dos períodos.

Por fim…

Ressalve-se que esse estudo nada diz sobre o futuro e nem tem por objetivo dizer qual foi ou será o melhor investimento, muito menos quer demonstrar que bolsa é melhor do que renda fixa.

Seu objetivo é simplesmente demonstrar que o método utilizado pelos principais meios de comunicação e de pesquisa é inadequado para indicar qual teria sido o melhor investimento nesses últimos anos.

Isso porque utiliza uma sistemática de investimento correta para a renda fixa e inadequada para a bolsa.

A demonstração deixou claro que, em situações equânimes, em que os investimentos regulares mitigam a “chance” de escolher pontos especialmente ruins ou bons para a bolsa, a bolsa apresentou-se, na maioria das vezes melhor do que a renda fixa.

Ah… e com uma renda fixa, às vezes, superior a 40% ao ano (alguns meses de 1999).

Por fim, dois gráficos para demonstrar a diferença entre investir regularmente (comparação de patrimônios) e investir de uma só vez (comparação de cotas):

Método tradicional (adequado para RF e inadequado para RV)

Método de aportes regulares (adequado tanto para RF quanto para RV)

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Como bater o mercado sem nem mesmo tentar? Dollar Cost Averaging.

Posted on julho 6, 2011. Filed under: Artigos sobre bolsa |

O título do post refere-se ao novo artigo de Mark Hulbert, um respeitado jornalista responsável pelo site MarketWatch e por colunas no NY Times, Barron´s e no jornal da American Association of Individual Investors.

No artigo ele relembra uma distinção importante sobre o conceito de Buy and Hold e de Dollar Cost Averaging.

O Buy and Hold puro e simples, normalmente indica compra de grandes volumes em um só ponto da curva.

O Dollar Cost Averaging, que também é uma forma de Buy and Hold, implica em comprar ações regularmente (todo mês, por exemplo) com a mesma quantidade de dinheiro.

O Primeiro Princípio do Método INI é exatamente a estratégia de Dollar Cost Averaging descrita por Mark Hulbert em seu artigo.

Leia o original em inglês clicando AQUI.

O que Hulbert mostra no artigo é que, ao comprar ações regularmente e com a mesma quantidade de dinheiro (por hipótese US$ 1.000 todo mês) o investidor vai OBRIGATORIAMENTE comprar mais ações quando a cotação estiver em baixa e menos ações quando estiver em alta. Com isso, em tese, o custo médio dele ficaria mais baixo, pois haveria uma maior quantidade de ações compradas a preços menores. Uma média ponderada pura e simples.

Mostra também que a estratégia só perderá para o Buy and Hold puro se o mercado mantiver tendência de alta com poucas oscilações ao longo dos anos.

Para os seguidores do Método INI essa técnica não é novidade, aliás é o requisito inicial e mínimo para formar patrimônio de longo prazo. É a regra número 1.

Infelizmente, por conta da euforia de 2004-2007 a maioria das pessoas colocou um grande volume de dinheiro na bolsa em curto espaço de tempo. É possível que muitas ainda estejam na bolsa, mas um pouco infelizes com a demora na recuperação das perdas.

Metaforicamente…

Quem usa o método INI se assemelha a um piloto de trator competindo num rally. O trator vai andar sempre, muitas vezes mais devagar que os outros. Muitos carros vão quebrar, por excesso de audácia ou por imperícia, mas o trator vai continuar devagar e sempre. E se as condições de tempo e terreno piorarem muito a ponto de fazer todos os outros carros pararem o trator vai continuar andando, na mesma velocidade.

Ao final, o objetivo será atingido pelo trator, provavelmente não chegará em primeiro lugar, mas não terá quebrado no meio do caminho.

Aliás, essa metáfora serve também para demonstrar a principal fragilidade do Método Dollar Cost averaging… é muito monótono. Como diz Hulbert no artigo, utilizar o método é tão excitante quanto observar a grama crescer…

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Investidores em debandada. Visão de curto prazo?

Posted on julho 4, 2011. Filed under: Comentários diários |

Renda fixa e imóveis na mira

O Jornal O Globo de 3 de julho trouxe uma reportagem mostrando um movimento fortíssimo de saída de investidores individuais da bolsa.

Leia AQUI.

Isso, em parte, pode ser explicado pelo aumento da taxa de juros da renda fixa e pode explicar, também em parte, a continuidade da elevação dos preços dos imóveis em 2011, mesmo já vindo de 3 anos excelentes.

É simples. R$ 3,7 bilhões saíram da bolsa, é razoável esperar que tenham migrado para alternativas de investimento. As mais comuns são: Renda fixa e Imóveis.

Visão de curto prazo?

A maioria das pessoas, na vida e na bolsa, pensa de forma imediatista, vê algumas árvores à frente, mas perde a capacidade de ver a floresta como um todo.

Isso é normal, faz parte da nossa natureza. Não há do que se envergonhar, somos todos assim.

Num momento em que a bolsa está de lado (ou em queda) há 3 anos e os imóveis em alta forte há, pelo menos, 3 anos, só há uma visão vencedora: Bolsa é ruim imóvel é bom!

Lembrar que os imóveis foram os piores investimentos do país entre 1994 e 2006-2007? Nem pensar?

Lembrar que a bolsa subiu 800% em dólar entre 2003 e 2008? Sai daqui!

O longo prazo existe, apesar de pouca gente acreditar.

Falar que bolsa é para longo prazo, normalmente faz parte de um discurso vazio de alguém que quer justificar o mau momento do mercado ou que não entende do que está falando.

Pouca gente entende isso de verdade.

Pouca gente entende que, ao comprar regularmente ações de companhias em que acredita e confia, o investidor dilui o “risco bolsa” e fica com o risco da empresa. Se a empresa crescer, há grande chance de seu patrimônio crescer significativamente.

Ainda mais se utilizar o Método INI ou algum outro método fundamentalista (filtros de graham e outras técnicas de value investing) para evitar selecionar empresas com múltiplos muito altos.

Longo prazo? Que tal 200 anos em 4 minutos

Calma, não é análise técnica!

É só um estatístico sueco contando a história do desenvolvimento dos países nos últimos 200 anos, num pequeno vídeo de 4 minutos.

Veja AQUI.

O objetivo do blog, ao postar o vídeo, é mostrar DE NOVO a floresta e não só 3 ou 4 árvores.

Todos os dias alguém escreve algum post em algum fórum ou blog para denegrir a imagem dos pobres investidores de longo prazo. São tratados como tolos ou pseudo-investidores.

E sempre com inúmeros argumentos que refutam o buy-and-hold, o longo prazo e outras técnicas e conceitos de poupança em ações.

Os críticos esquecem, ou não sabem, que grande parte da previdência privada (com gestão pessoal ou terceirizada) em países desenvolvidos depende das companhias listadas em bolsa de valores.

De fundos de pensão a pequenas carteiras individuais ou de clubes de investimento, é assim que a maioria das pessoas esclarecidas no mundo desenvolvido cuida de seu complemento de aposentadoria.

É um fato evidente, não há qualquer dúvida disso, basta ver o percentual de investimentos da indústria mundial de fundos em ativos de renda variável. Chega a 80% em países como o Japão e a 48% nos EUA.

Nem precisa ir longe, a PREVI chegou a ter mais de 65% de seus ativos em renda variável. Isso significa que a aposentadoria de milhares de funcionários do Banco do Brasil, atuais e futuros, dependia e muito do conceito de buy-and-hold e do “longo prazo”. Aliás, investir conforme o método INI (de forma passiva) é o que fazem esse funcionários, mesmo sem saber, ao comprar mensalmente umas poucas cotas do seu fundo de pensão.

Mas ao que parece, isso não serve. Só servem aquelas 3 ou 4 árvores que estamos vendo hoje.

Voltando ao vídeo, nos 200 anos que o professor Hans Rosling ilustra no vídeo acima, o desenvolvimento econômico e social do mundo fica evidente. Também suas disparidades, é verdade, mas mesmo estas vêm sendo reduzidas ao longo dos anos.

Sabemos que o passado não garante o futuro, mas por que refutar as evidências do passado?

Quanto ao futuro, o professor é otimista. Só nos resta torcer para que esteja certo!

Aos muitos amigos grafistas, por favor entendam que o INI, como instituição, tem a etiqueta de jamais se manifestar de forma depreciativa sobre qualquer método de investimento ou comportamento. Não é nossa função.

O que ora se faz, num momento tão difícil para o investimento em renda variável, é apenas a defesa de um comportamento simples, histórico e bem sucedido há 200 anos.

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