Archive for janeiro \29\UTC 2010

Dúvidas sobre Imposto de Renda em ações com especialistas do portal mycapital.com.br

Posted on janeiro 29, 2010. Filed under: Comentários diários |

 

O INI abre o espaço de seu Blog para dúvidas sobre Imposto de Renda.

O portal www.mycapital.com.br, especializado em IR para renda variável, vai auxiliar nas respostas às dúvidas dos associados.

 

Vejam a seguir:

 

Perguntas do Associado Walter Lopes:

1- Operações day-trade pagam 20% de imposto, a minha duvida é se eu vender R$ 18.000,00 mercado a vista e R$ 4.000,00 no day- trade, se os R$ 18.000,00 vão estar isentos ou devo somar com o Day-Trade e ultrapassar os R$ 20.000,00 isentos do mes? Se forem só essas minhas movimentações no mês, deveria pagar IR?

 Veja o que diz a lei 11.033 de dezembro de 2004:

“Art. 3o Ficam isentos do imposto de renda:

I – os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado a vista de ações nas bolsas de valores e em operações com ouro ativo financeiro cujo valor das alienações, realizadas em cada mês, seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), para o conjunto de ações e para o ouro ativo financeiro respectivamente…”

De uma forma conservadora, entendemos que, caso o day-trade seja realizado no mercado a vista, deverá compor o somatório das vendas do mês para definir se o ganho a vista será isento ou não. No caso, o total das vendas no mês foi de R$ 22.000,00 e o ganho obtido com a venda de R$ 18.000,00 deverá ser tributado em 15% enquanto  o ganho day-trade em 20%.  Importante salientar, que o ganho day-trade sempre será tributado, independente do somatório das vendas no mês.

 2- A data a ser utilizada para contabilizar o IR é a data da venda ou a data do crédito em dinheiro (D+3)? Por exemplo, se vender R$ 5.000 no dia 31/01 o dinheiro só entrará em fevereiro. Essa venda (alienação), para fins de imposto, refere-se ao mês de janeiro ou de fevereiro?

As instituições financeiras sempre trabalham com o regime de competência, ou seja, com a data da venda. No caso, o resultado será referente ao mês de janeiro, mesmo que a operação tenha sido liquidada somente em fevereiro. Porém, veja o que aparece no site da Receita Federal, no setor de perguntas e respostas e depois compare com o que diz a BOVESPA, logo abaixo:

RECEITA FEDERAL:

http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2009/Perguntas/AplicFinanRenFixaRenVariavel.htm

ALIENAÃ?Ã?O DE AÃ?Ã?ES EM BOLSA â?? LIQUIDAÃ?Ã?O NO MÃ?S SUBSEQUENTE

680 â?? No caso de alienação de ações em pregão ao final de determinado mês, que resulte em liquidação financeira da operação no mês subseqüente, qual mês deve ser considerado para fins de tributação da pessoa física?

A pessoa física se sujeita à apuração de imposto sobre a renda pelo regime de caixa. Assim, no caso de alienação de ações, o fato gerador do imposto ocorre na liquidação financeira da operação. Portanto, na hipótese descrita, o mês a ser considerado é o mês subseqüente ao do pregão, em que foi efetuada a alienação das ações.

BOVESPA:

http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/regulacao/acoes/custos-operacionais/tributacao/pessoa-fisica/mercado-a-vista/mercado-a-vista.aspx?idioma=pt-br

Tributação…

…Para efeito do imposto de renda o fato gerador do tributo ocorre na data em que as ações forem alienadas, independentemente da liquidação física e financeira ocorrerem posteriormente.

 CONCLUS�O:

A diferença entre os regimes (competência e caixa) são relevantes apenas nos 3 últimos dias do mês. Enquanto o regime por competência inclui as operações no próprio mês, o regime de caixa manda deixar as operações para o mês seguinte. No final, o resultado será apurado de qualquer forma. No mycapital, resolvemos deixar pelo regime de competência, mas acreditamos que o regime de caixa também pode ser adotado. O investidor deverá optar por um critério ou outro e manter o critério escolhido nas suas apurações para não caracterizar uma busca por vantagem em cada mês.

 3- Se eu tiver prejuízo em opções, mas lucro na venda de ações (abaixo de R$ 20.000,00), como devo calcular o meu prejuízo para o mês seguinte será só das opções ou vou ter que abater o lucro das ações (que são isentas)?

O ganho isento não deverá abater o prejuízo a compensar. No mês seguinte, o prejuízo em opções poderá ser compensado integralmente. Caso contrário, estaria perdendo o benefício da isenção.

 

Perguntas da associada Miraflores Althemar:

 1- Se eu somente fizer vendas abaixo de 20.000 durante o ano, sou obrigado a declarar toda a minha movimentação no programa de ajuste anual da Receita, ou basta colocar as ações na parte de bens e direitos?

No caso, será necessário declarar as ações na parte de Bens e Direitos pelo valor médio de custo de aquisição e também preencher o quadro “Lucros isentos e não tributáveis”. especificando “Lucro isentos obtidos no mercado de ações com valores das vendas até R$ 20.000,00” e declarando o somatório os ganhos obtidos nas alienações. O quadro “Renda variável” deverá ser preenchido somente se houver prejuízo em algum mês, para que possa ser compensado no ano seguinte.

2- A receita permite a venda de R$ 20.000 por mês sem a necessidade de pagar imposto. Minha dúvida é: Se eu vender menos de R$ 20.000 com prejuízo, posso me creditar dessa perda?

Sim. Somente o lucro é isento. O prejuízo poderá ser compensado com os ganhos do mês ou nos meses subseqüentes.

 

Pergunta do associado Pedro Henrique:

1- Lendo a postagem sobre como calcular o preço médio no BLOG do INI, vi que se optou por simplesmente realizar uma distribuição ponderada pelo valor da compra dos custos.

Gostaria de saber se há a possibilidade de distribuir os custos fixos a cada operação da nota?

Exemplificando: Se comprei 5.000 de VALE e 25.000 de Petrobras, posso utilizar os R$ 20,00 de corretagem para incluir no custo da VALE e os R$ 20,00 no custo da Petrobras, ou devo ratear proporcionalmente, conforme explicado no artigo?

As despesas relacionadas na Nota de Corretagem deverão ser rateadas proporcionalmente entre as operações realizadas.

Porém, nos casos em que a corretora cobrar um valor fixo de corretagem para cada ordem executada, é permitido lançar o valor da corretagem diretamente como custo da operação. Assim, se no exemplo acima, a corretagem tiver sido R$ 20,00 para Vale e R$ 20,00 para Petrobrás, totalizando R$ 40,00 de corretagem na Nota, não faça rateio, simplesmente inclua os R$ 20,00 no custo de cada ação. As demais despesas da Nota devem ser rateadas proporcionalmente.

 

Pergunta do Associado Paulo José:

1- O preço médio das ações deve se modificar, para fins de imposto, quando a empresa paga dividendos ou JSCP?

Não. Dividendos são rendimentos isentos e JSCP são rendimentos tributados na fonte. Esses rendimentos não interferem no custo da ação para efeito tributário.

 

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Posted on janeiro 28, 2010. Filed under: Comentários diários |

 

O Banco Bradesco (BBDC3 – BBDC4), associado fundador do INI, vai fazer a apresentação de seus resultados do 4º trimestre de 2009 por meio de um Videochat.

Veja os detalhes do evento:

·        Data: 29/01/2010 â?? Sexta feira

·        Horário: 18:00 hs (horário de Brasília)

Palestrante: Sr. Domingos Figueiredo Abreu РDiretor Vice-Presidente Executivo e Diretor de Rela̵̤es com Investidores.

Acesse pelo site: www.bradescori.com.br

 

Veja alguns dos destaques do resultado do Bradesco em 2009:

Fonte: http://www.bradescori.com.br/site/conteudo/download/Download.aspx?file=%7e%2fuploads%2f02_PressRelease_4T09.pdf

1.      O Lucro Líquido do exercício de 2009 foi de R$ 8,012 bilhões (variação de 5,1% em relação ao Lucro Líquido de R$ 7,625 bilhões do mesmo período de 2008), correspondendo a R$ 2,34 por ação e rentabilidade de 21,4% sobre o Patrimônio Líquido Médio(1).

2.      Quanto à origem, o Lucro Líquido é composto por R$ 5,289 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 66% do total, e por R$ 2,723 bilhões gerado pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 34% do total.

3.      O Valor de Mercado do Bradesco em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 103,192 bilhões, ressaltando que as ações preferenciais valorizaram-se 65,5%(2) no exercício de 2009.

4.      Os Ativos Totais em dezembro de 2009 registraram saldo de R$ 506,223 bilhões, crescimento de 11,4% em relação ao saldo final de dezembro de 2008. O retorno sobre os Ativos Totais médios foi de 1,7%, enquanto no ano anterior chegou a 1,9%.

5.      A Carteira de Crédito Total(3) em dezembro de 2009 atingiu R$ 228,078 bilhões, evolução de 6,8% em relação ao saldo final de dezembro de 2008. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 82,085 bilhões (crescimento de 11,5%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 145,993 bilhões (crescimento de 4,3%).

6.      Os Recursos Captados e Administrados somaram R$ 702,065 bilhões, variação de 17,5% em relação a dezembro de 2008.

7.      O Patrimônio Líquido em dezembro de 2009 somou R$ 41,754 bilhões, 21,9% superior ao saldo final de dezembro de 2008. O índice de Basileia chegou a 17,8% em dezembro de 2009, sendo 14,8% de Capital Nível I.

8.      Aos acionistas foram pagos e provisionados, a título de Juros sobre o Capital Próprio e Dividendos, no exercício de 2009, R$ 4,599 bilhões, sendo R$ 2,718 bilhões relativos ao lucro gerado no período, e R$ 1,881 bilhão relativo ao exercício de 2008.

9.      O Índice de Eficiência Operacional(4) em dezembro de 2009 foi de 41,0% (43,3% em dezembro de 2008).

10. Os investimentos em infraestrutura, informática e telecomunicações somaram R$ 3,457 bilhões, com evolução de 29,5% em relação ao mesmo período de 2008.

11. No exercício de 2009, os impostos e contribuições, inclusive previdenciárias, pagos ou provisionados, apurados com base nas principais atividades desenvolvidas pela Organização Bradesco somaram R$ 7,743 bilhões, equivalentes a 96,6% do Lucro Líquido. Em relação aos tributos correspondentes à intermediação financeira, foi retido e recolhido pela Organização o montante de R$ 5,802 bilhões.

12. O Bradesco disponibiliza aos seus clientes uma extensa Rede de Atendimento no País, com 6.015 Agências, PABs e PAAs (sendo 3.454 Agências tradicionais, 1.190 PABs, e 1.371 PAAs). Também estão disponíveis aos clientes Bradesco 1.551 PAEs, 30.657 máquinas da Rede de Autoatendimento Bradesco Dia&Noite, 20.200 Pontos Bradesco Expresso, 6.067 Agências do Banco Postal, 55 filiais Bradesco Financiamentos e 7.300 máquinas da Rede Banco24Horas.

13. No exercício de 2009, a remuneração fixa do quadro de colaboradores somada aos encargos e benefícios totalizou R$ 6,835 bilhões. Os benefícios proporcionados aos 85.548 colaboradores da Organização Bradesco(5) e seus dependentes somaram R$ 1,570 bilhão e os investimentos em programas de formação, treinamento e desenvolvimento R$ 86,784 milhões.

 

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Artigo internacional (em inglês): Our instincts ruin our investments

Posted on janeiro 28, 2010. Filed under: Comentários diários |

 

Beware of your instincts when investing in stocks â?? they are likely to cost you a lot of money. Start by reading this introduction to behavioural finance.

By Claus W. Silfverberg, former managing director of Danish Shareholders Association and director of World Federation of Investors Corporations.

 

Our basic human instincts made our predecessors survive on the African savannah, but our instincts are probably our worst enemy when it comes to investing in stocks.

 

Greed

 

Our greed instinct originally helped us to feed quickly and abundantly, whenever there was food available, but in the financial market it is far from rational to buy when everybody else are buying, and to fill our portfolio with just a few stocks. But this is exactly what happens. Stock markets and stock prices constantly overreact. When the market or a particular stock goes up, almost everybody is eager to get his or her part of the potential profit. The number of trades and the total turnover increase. Stocks and/or segments of stocks going up in price become popular â?? you feel good, and you feel safe, when you are doing like everybody else. But you are likely to be buying at a high price.

 

Vanity

 

You feel thrilled and you feel intelligent, when your investment yesterday already has proven itself profitable, and you hurry to buy some more of this wonderful stock. A positive stock market gives you a lot of positive strokes. Overconfidence is frequently seen, especially among male investors.

 

Actually one single profitable trade can convince a young male investor that he is a new Tarzan in the financial jungle. But most investors only end up with high trading costs and too few stocks in your portfolio.

 

Laziness    

 

On the African savannah our instincts did well to tell us to economize with our resources, but in the financial market it is highly dangerous not to do your homework. A huge majority of private investors, however, make their investment decisions based on intuitive judgements of small pieces of news, or they focus only on the short term evolution of a stock price.

 

Fear

 

Our instincts tell us to avoid and be fearful of something we donâ??t know.

 

 

 

So a large majority of the pension saving population â?? being newcomers to the financial market – completely avoid making investment decisions. All investment decisions are outsourced to a costly financial industry. Elementary financial literacy could significantly increase competition and reduce costs of pension saving management.

 

 

Stock investors reduce their fear in a number of ways:

 

1. Before investing, most of us feel certain that if a stock price or a stock market has gone up for a few months, days, or even hours, then it is likely that it will continue to go up. The same observation is valid for decreasing stock prices. We project the most recent past performance into the long term future. 

 

2. After having invested, most of us believe that our private purchasing price for a particular stock is the correct price for this stock, or we have great difficulty selling at a lower price and realizing a loss â?? and a personal failure. But if our stock price goes up, we immediately correct upwards our perception of the correct price.      

 

Finally it is also interesting to observe how private investors become more and more fearful as stock prices go down, and tend to reach panic levels just as stock prices bottom out.   

 

Conclusion

 

We like to think of ourselves as being rational investors, but in order to make rational decisions you need to have a long term financial objective, an overall portfolio strategy, and knowledge about the basic rules on how to invest in stocks. How are you doing in these fields?

 

Copenhagen, 24 January 2010 – Copyright: C.W.Silfverberg, cws@prisas.dk

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Posted on janeiro 28, 2010. Filed under: Comentários diários |

 

Recentemente alguns fundos e relatórios de análise começaram a aparecer com um código diferente em suas carteiras recomendadas, BBAS13. Esse código refere-se ao Bônus de Subscrição do Banco do Brasil série â??Câ?, lançado em 1996 e com vencimento no segundo trimestre de 2011.

Apesar de pipocarem aqui e ali indicações para compra desses bônus, o investidor pode se mostrar receoso, pois desconhece, ou conhece pouco, as ferramentas para avaliar a conveniência de se investir em um bônus, em vez de comprar ações diretamente.

Não é algo trivial, ainda mais em um bônus corrigido pelo IGP-DI com mais de 12 anos de vida, porém é algo que vale ser debatido. Esses bônus podem representar uma opção interessante ao investimento direto nas ações do BB, desde que se consiga calcular os riscos envolvidos. A seguir, algumas ferramentas simples para que o investidor consiga tirar suas próprias conclusões.

 

A história dos Bônus de Subscrição do BB, séries A, B e C.

Poucos lembram, mas o Banco do Brasil precisou de uma forte capitalização adicional em 1996, sob a proposta de fazer um ajuste no balanço, o que o levou a requisitar aos acionistas de então um aporte de capital.

Para estimular a participação dos acionistas, em 17/06/1996, os bônus de subscrição foram creditados na posição acionária de todos os acionistas do BB, na proporção de um bônus para cada ação possuída naquela data, conforme tabela a seguir:

 

Série

Quantidade Emitida de Bônus

% do Capital

Ordinárias

Preferenciais

Data Limite

A

142.394.462.616

20

79.836.303.355

62.558.159.261

30/06/2001

B

213.591.693.924

30

119.754.455.032

93.837.238.892

30/06/2006

C

355.986.156.540

50

199.590.758.387

156.395.398.153

30/06/2011

Total

711.972.313.080

100

56,07%

43,93%

——–

 

Ã? época funcionou, porém a circulação desses bônus acabou se tornando um obstáculo à valorização das ações do BB, pois o â??fantasmaâ? da diluição, através do exercício desses bônus, deixava os acionistas com receio.

Esse â??fantasmaâ? foi praticamente dizimado quando, em 2004, o BB fez uma oferta pública para retirada desses bônus do mercado. Com a adesão dos principais acionistas, Tesouro Nacional, Previ e BNDESPar, mais de 90% dos bônus foram retirados de circulação, fazendo cair significativamente os riscos de diluição aos acionistas atuais.

 

Explicando o que são esses bônus BBAS13

Bom, os únicos em circulação são os com vencimento entre 31/03/2011 a 30/06/2011. Do início da circulação até hoje, as ações do Banco do Brasil sofreram algumas alterações. Primeiro as ações PN foram convertidas em ON, dessa forma CADA B�NUS que, antes, daria direito de subscrever 0,56067 ação ON e 0,43933 ação PN (total 1 ação), passou a dar direito de subscrever 1,043933 ação ON (BBAS3), pois havia um prêmio de 10% nas ações PN.

Ainda em 2007, houve um desdobramento na proporção de 1:3, SEM DESDOBRAMENTO DOS B�NUS, o que significa que o direito de subscrever 1,043933 ação ON passou a ser de subscrever 3 vezes isso, 3,131799 ações ON.

Isso significa que o detentor dos bônus poderá comprar 3,131799 ações, a partir de 31.03.2011 e até 30.06.2011, ao preço de R$ 8,50 corrigidos pelo IGP-DI, um índice de inflação criado pela FGV em 1944.

Só para ter uma idéia de como isso poderia ser um bom negócio, em 28/01/2010 o valor corrigido daqueles R$ 8,50 era de R$ 25,95. As ações do BB estavam sendo negociadas a R$ 27,80, logo 3,131799 ações valiam R$ 76,42.

Pagar R$ 25,95 para receber R$ 87,06 de valor não é nada mal…

Lembrem que os detentores dos bônus ou os receberam em 1996 e estão esperando por 13 anos, ou compraram no mercado secundário e tiveram que desembolsar um valor significativo para ter esse direito.

Das duas uma: ou ele esperou 13 anos, ou pagou pelo direito. Ambos os casos trazem seu próprio custo.

 

Quanto vale o bônus BBAS13?

Ã? evidente que esse direito tem um valor econômico, mas quanto vale? A resposta é simples: vale o que alguém está disposto a pagar, desde que tenha alguém interessado em vender por aquele preço. Em outras palavras… vale o que está no mercado!

� evidente que, como direito só poderá ser exercido em 2011, há um desconto para comprá-lo hoje. Veja o cálculo desse desconto a seguir:

·        Preço ação ON BBAS3 em 28/01/2010 â?? R$ 27,65

·        Preço do bônus BBAS13 em 28/01/2010 â?? R$ 52,01

·        Valor atualizado de exercício da subscrição em 28/01/2010 â?? R$ 25,95

Ora, para ter direito a comprar 3,131799 ações ON a partir de 31/03/2011 o investidor teria que pagar R$ 52,01 mais o valor atualizado do preço de exercício.

Em valores de janeiro de 2010, se está falando de R$ 52,01 + R$ 25,95 = R$ 77,96

O valor das ações seria, em valores de agosto de 2009, 3,131799 x R$ 27,80 = R$ 87,06

O desconto seria de aproximadamente 11%.

Para esperar pouco mais de ano, até que 11% não é uma taxa de juros desprezível, dado que os juros reais da renda fixa estão na faixa de 7% ao ano, descontados os impostos e as taxas de administração.

 

Mas até 2011 tudo pode mudar. Como calcular os cenários?

Bom, a primeira questão a ser respondida é a seguinte: O Investidor QUER comprar e manter ações do Banco do Brasil?

Se a resposta for positiva, ele pode passar à fase seguinte. Se não quiser ter BB na carteira, ou não acreditar que as ações vão se valorizar, nem deve se preocupar com os bônus.

� evidente que o detentor dos bônus pode se beneficiar de duas formas:

1.      Se a inflação for baixa, o preço de exercício será pouco diferente do de hoje

2.      Se a ação disparar, o valor do bônus tende a subir. Subirá ainda mais ao chegar perto do período de exercício, pois o â??descontoâ? pelo fator tempo tende a se reduzir.

O IGP-DI, em 2010, está negativo. Há chances razoáveis de que a inflação permaneça sob controle nos próximos anos. Há também boas perspectivas para o setor bancário brasileiro.

 

Os cenários

Para o cálculo dos ganhos (ou perdas) para diferentes cenários, serão consideradas as seguintes premissas:

·        Variação do IGP-DI de 28/01/2010 a 30/06/2011 â?? Serão considerados 2%, 4% e 6%.

·        Cotações em 30/06/2011 â?? Serão consideradas as opções: R$ 20,00, R$ 25,00, R$ 30,00, R$ 35,00 e R$ 40,00

Depois de calculados os ganhos/perdas da compra dos bônus, os resultados serão comparados com a compra pura e simples das ações.

OBS: No exercício dos bônus haverá um ajuste para incorporar a diluição pelas novas ações emitidas. Esse ajuste não será levado em consideração no estudo, pois o impacto é reduzido e será sentido tanto pelas novas ações quanto pelas antigas. Como um dos objetivos é comparar a compra dos bônus com a compra das ações diretamente, não há prejuízo ao contexto.

 

Resultados:

 

 

Variação IGP-DI até 30/06/2011

Cotação 2011

2%

4%

6%

R$ 20,00

-20,2%

-20,7%

-21,2%

R$ 25,00

-0,2%

-0,9%

-1,5%

R$ 30,00

19,7%

18,9%

18,2%

R$ 35,00

39,7%

38,8%

37,8%

R$ 40,00

59,6%

58,6%

57,5%

 

Se o investidor comprasse o bônus por R$ 52,01 em 28/01/2010 e exercesse seu direito em 30/06/2011 ele perderia entre 20,2% e 21,2% no caso das ações caírem a R$ 20,00. Porém, poderia ganhar entre R$ 57,5% e 59,65% no caso das ações se valorizarem a R$ 40,00.

O cálculo é simples, basta pegar o valor pago pelo bônus, R$ 52,01, somar ao preço de exercício, que é calculado acrescendo o IGP-DI aos R$ 25,95 referentes ao dia 28/01/2010. Depois, compara-se esse valor com a multiplicação da cotação estimada por 3,131799 ações.

 

Veja um exemplo para IGP-DI de 2% e cotação de R$ 30,00 em 30/06/2011:

·        Preço pago pelo bônus = R$ 52,01

·        Preço de exercício = R$ 25,95 x 1,02 = R$ 26,47

·        Valor das ações compradas = R$ 30,00 x 3,131799 = R$ 93,95

·        Investiu R$ 52,01 + R$ 26,47 = R$ 78,48, para ficar com R$ 93,95

·        Ganho percentual de 93,95/78,48 = 19,7%.

 

Mas e se o investidor comprasse as ações em vez de comprar os bônus?

A conta é ainda mais fácil, pois em 28/01/2010 ele teria pagado R$ 27,80 por cada ação ON do Banco do Brasil. Veja o ganho/perda:

 

Cotação 2011

Ganho/Perda

R$ 20,00

-28,1%

R$ 25,00

-10,1%

R$ 30,00

7,9%

R$ 35,00

25,9%

R$ 40,00

43,9%

 

Não precisa ser expert em finanças para perceber que EM TODOS OS CASOS DA HIP�TESE, inclusive com inflação alta, a compra do bônus teria sido mais interessante do que a compra direta da ação.

 

Não existe almoço de graça OU o que você perdeu nessa explicação?

Da forma como foi colocada a estratégia, parece dinheiro fácil, não é? Não tem como perder!

Mas não é nada disso. O investidor não tem SOMENTE 2 opções de investimento, tem inúmeras. Se ele acredita que investir em ações do Banco do Brasil será melhor (ou semelhante) do que investir em ações da VALE, da Petrobras, do Itaú, do Bradesco, da Cemig, da Randon, da Usiminas etc., ou seja, se JÁ � uma opção de investimento, e ainda, se o investidor desejar manter as ações até o vencimento, aí sim, nesse caso específico pode ser mais inteligente investir nos bônus.

Não existe MESMO almoço de graça. Nem na bolsa, nem em lugar algum…

 

 

 

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Como calcular o preço médio das ações em bonificações, subscrições e outros eventos societários? Dicas práticas.

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: Artigos sobre bolsa |

 

Como dito no post anterior, o cálculo do preço médio é simples para operações de compra e venda de ações. No máximo uma tradicional regra de três resolve as questões do dia-a-dia.

 

Ocorre que, muitas vezes, as companhias promovem eventos que modificam a quantidade de ações dos investidores, impactando diretamente seu custo médio.

 

Nesses casos, para se apurar corretamente o eventual imposto a pagar, será preciso fazer atualizações e ajustes nos preços médios e nas quantidades que os investidores mantêm em carteira.

 

Ajustes por subscrições e bonificações

 

Antes alguns conceitos:  

 

Definições:

â?¢Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Pcom â?? Preço de fechamento da ação, no último dia em que estiver com os direitos incluídos.

â?¢Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Pex â?? Preço ex-direitos, é o preço teórico do ativo após o exercício dos direitos. Ã? preço teórico porque o preço efetivo depende do mercado, então, se uma ação fechar cotada a R$ 50,00 e distribuir R$ 2,00 de dividendos, deveria abrir ao preço ex de R$ 48,00, mas se o mercado estiver em alta, nada impedirá de abrir valendo até mais do que os R$ 50,00, ou, caso abra em baixa, a cotação vá a menos que R$ 48,00.

â?¢Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Subscrição â?? Emissão de novas ações, com o objetivo de captar os recursos necessários para novos investimentos. Comumente, dando prioridade para os acionistas atuais na compra das novas ações a serem emitidas. Essa prioridade normalmente é dada aos acionistas para que não percam sua participação societária, através da diluição do capital.

â?¢Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â Â  Bonificação â?? Ações emitidas pelo Emissor em decorrência do aumento de capital realizado por incorporação de reservas e/ou outros recursos e distribuídas gratuitamente ou com custo definido aos acionistas, na proporção da quantidade de ações já possuídas.

 

As operações descritas acima podem ser um pouco mais complexas do que a descrição básica oferecida, mas seus impactos no preço médio de aquisição (custo médio) das ações é calculado sempre de forma simples.

 

O impacto da bonificação de ações no preço médio

 

Bonificação com custo ZERO (gratuita)

 

Imagine o portfólio colocado no post anterior:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

        1.100

 R$     43.072,44

 R$     39,1568

 

Agora, suponha que o conselho de administração da VALE tenha determinado uma bonificação de 200% nas ações, sem custo para os detentores, representando o ganho de 2 ações para cada ação que o investidor detiver.

 

A conta é bem simples, pois segue a lógica básico do cálculo do custo médio. � sempre o que foi gasto para formar o patrimônio, dividido pela quantidade de ações.

 

Quanto o investidor gastou para ter as 1.100 ações?

R: R$ 43.072,44

 

Quanto o investidor gastou para ter as 1.100 ações mais as 2.200 ações bonificadas, totalizando 3.300 ações?

R: Os mesmos R$ 43.072,44

 

Logo, o novo preço médio será:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

        3.300

 R$     43.072,44

 R$     13,0523

 

 

Bonificação com custo definido

 

Partindo do mesmo portfolio:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

        1.100

 R$     43.072,44

 R$     39,1568

 

Agora, suponha que o conselho de administração da VALE tenha determinado uma bonificação de 200% nas ações, ao custo de R$ 5,00 cada uma, representando o ganho de 2 ações para cada ação que o investidor detiver.

 

A conta também é simples, um pouco menos do que o exemplo gratuito. A lógica é sempre a mesma, o que foi gasto para formar o patrimônio, dividido pela quantidade de ações.

 

Quanto o investidor gastou para ter as 1.100 ações?

R: R$ 43.072,44

 

Quanto o investidor “gastou” para ter as 1.100 ações mais as 2.200 ações bonificadas, totalizando 3.300 ações?

R: R$ 54.072,44 = R$ 43.072,44 + R$ 5,00 x 2.200 ações

 

Logo, o novo preço médio será:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

         3.300

 R$     54.072,44

 R$     16,3856

 

ATENÃ?Ã?O!!!!

 

Observe que o “gastou” está entra aspas duplas, pois o investidor não precisou efetivamente pagar R$ 5,00 por cada ação, elas foram creditadas em sua conta apenas. O valor de R$ 5,00 tem função contábil e serve para ajustar o valor das ações com a finalidade de registro nas declarações anuais de IR das pessoas físicas e jurídicas.

 

O caso em que ele precisa desembolsar dinheiro para ter as novas ações será descrito a seguir, no trato dos impactos da subscrição no preço médio.

 

O impacto da subscrição de ações no preço médio

 

A subscrição é um direito que pode ou não ser exercido. Por isso mesmo há algumas considerações a fazer no caso do ajuste do preço médio histórico nas subscrições.

 

O portfólio inicial é o mesmo:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

        1.100

 R$     43.072,44

 R$     39,1568

 

Suponha que o conselho de administração da VALE tenha deliberado, por hipótese, um aumento de capital de 10% com base na emissão de novas ações. O valor definido para cada ação a ser subscrita é de R$ 25,00.

 

Direito de subscrição não exercido

 

Se o investidor simplesmente ignorar o direito, seja por não se informar adequadamente, seja por não considerar vantagem econômica, seja por não ter dinheiro, seu custo médio não deverá sofrer alterações, pois ele terá a mesma quantidade de ações, com o mesmo investimento total para adquiri-las.

 

Direito de subscrição exercido integralmente

 

Nesse caso haverá uma compra de 110 ações (10% de 1.100) no valor de R$ 25,00.

 

Voltando ao sistema pergunta-resposta:

 

Quanto o investidor gastou para ter as 1.100 ações?

R: R$ 43.072,44

 

Quanto o investidor gastou para ter as 1.100 ações mais as 110 ações subscritas, totalizando 1.210 ações?

R: R$ 45.822,44 = R$ 43.072,44 + R$ 25,00 x 110 ações

 

Logo, o novo preço médio será:

 

Portfólio

QTD

Custo Total

Preço Médio

VALE5

        1.210

 R$     45.822,44

 R$     37,8698

 

Para os leitores que têm o livro â??O mercado de ações em 25 episódiosâ?, há um capítulo importante sobre ajustes de preços. Ã? o â??episódioâ? 16, página 110.

 

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Como calcular o preço médio das ações em operações de compra e venda? Dicas práticas.

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: Artigos sobre bolsa |

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Números do INI 31/12/2009

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: Números do INI |

 

Desde seu lançamento oficial em 25/08/2004 até a presente data, 7.465 investidores individuais já se associaram ao INI, 43.710 é o número total de membros da comunidade INI (cadastrados + associados), 62 membros orientadores dão suporte regional ao Instituto.

 

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Aconteceu no INI Dezembro 2009

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: Aconteceu no INI |

·        Em Dezembro de 2009 o INI, através de seus membros orientadores ministrou 3 cursos e palestras em: São Paulo (1), Porto Alegre (1) e Brasília (1). Foram 194 presentes com 8 novos associados.  

·        O INI participou da Expo Money Porto Alegre com palestra e estande.

·        Foram realizados 4 eventos no âmbito da parceria INI-APIMEC nas cidades de Curitiba, Vitória, Salvador e Recife, atendendo mais de 350 investidores.

 

 

 

 

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Agenda INI Jan/Fev 2010

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: Agenda INI |

Cursos e Palestras

·         RJ â?? 30/01 â?? Curso Método INI de investimento em ações â?? Rio de Janeiro

·         SP â?? 30/01 â?? Tributação sobre Renda Variável para Pessoa Física â?? São Paulo

·         SP â?? 27/02 â?? Iniciação ao mercado de ações â?? São Paulo

·         SP – 27/02 â?? Curso Método INI de investimento em ações â?? São Paulo

Eventos Diversos

·         RJ â?? 27/01 â?? Encontro com o Investidor â?? Vale: A volta do crescimento – Rio de Janeiro – Centro

·         BRA â?? 29/01 â?? Videochat com o Bradesco â?? Resultados 4T09 â?? 18:00 hs (horário de Brasília)

·         BRA â?? 01/02 a 05/02 â?? Programa TOP VIII â?? Treinamento de Professores â?? São Paulo

 

 

 

 

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