Buy and Hold em xeque? Índice Nikkei 225

Posted on junho 21, 2011. Filed under: Artigos sobre bolsa |

Índice Nikkei 225, a bala de prata?

10 em cada 10 interessados em desestimular o uso do buy and hold na bolsa, em benefício de outras estratégias de curto prazo ou de maior risco, utilizam o histórico sofrível índice Nikkei como argumento.

E faz sentido, pois o índice japonês acumula perdas desde 1989, quando atingiu seu máximo próximo de 40.000 pontos.

Qualquer pessoa sem experiência em bolsa (e até experientes…) ficaria com receio de que algo semelhante pudesse acontecer no Brasil ou com outro índice importante.

Há alguns meses foi sugerido ao INI fazer um estudo sobre esse fenômeno, para gerar conteúdo que possa proteger os investidores de bolhas desse calibre.

Esse estudo está detalhado a seguir.

Justificativa racional 1: Índice não é sinônimo de qualidade

Antes de ir para os números e indicar a planilha com os resultados para download, vale lembrar dois pontos subjetivos, porém racionais, sobre o investimento em bolsa.

O primeiro ponto é que investir no índice não é sinônimo de investir em qualidade. Normalmente se está optando por comprar ações mais negociadas, deixando de lado ações iniciantes, pagadoras de dividendos ou small caps.

Houve um período em que o Ibovespa era dominado por empresas de telefonia, mas para quem investiu em bancos e commodities, ganhar do índice foi bem simples nessa época.

O Método INI – www.ini.org.br (ver outros posts no blog) é um método de seleção de ações de crescimento a múltiplos atraentes. É utilizado nos EUA e na Europa há 60 anos, com meta de 14,9% ao ano. Alta para países desenvolvidos.

Para quem quiser um exemplo do método INI (Stock Selection Guide) em comparação com o índice, veja no site do “INI” do Canadá: www.shareowner.com.

Não é impossível (mas também não é fácil) investir de forma ativa para bater o índice. Os principais professores, escritores e analistas no mundo inteiro não recomendam.

Em resumo: investir no índice pode até ser buy and hold, mas é investimento passivo.

Justificativa racional 2: Não se pode ignorar a história.

No livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios”, é discutido, do ponto de vista macroeconômico e comportamental, o fenômeno japonês.

A pessoa que busca alardear um eventual risco de o fenômeno Nikkei 225 se repetir no Brasil, por exemplo, não conhece as condições únicas que envolveram essa queda de 60% em mais de 20 anos.

Há uma conjunção de decisões macroeconômicas, muitas induzidas pelos EUA, que formaram aquela bolha impressionante. O P/L médio do bolsa japonesa bateu 70 no final da década de 1980.

Os japoneses sentiram durante alguns anos um enriquecimento sem precedentes, em termos internacionais. O valor das propriedades no Japão superava e muito o valor das propriedades em outras partes do mundo. Um quarto e sala em Tóquio daria para comprar Ipanema (é só brincadeira para descontrair…, mas ainda bem que não compraram!).

Não é necessário que nos estendamos sobre isso, mas vale ler sobre o assunto, pois ficará EVIDENTE que a China, ao evitar a valorização abrupta do Yuan, tenta fugir de cair na mesma armadilha em que o Japão caiu.

E mais uma vez, sob pressão dos EUA.

O Estudo

Planilha Índice Nikkei 1950 – 2010

Os detalhes estão na planilha acima. São muitos números, traduzidos a seguir.

Antes de partir para os resultados, é importante lembrar que bolsa é um investimento alternativo a renda fixa e a outras modalidades.

Ao se deparar com um crescimento de 4% ao ano durante 20 anos, um brasileiro iria se sentir lesado, porém um japonês veria como uma benção, pois teria 8 vezes o que ganharia se estivesse em renda fixa.

Um outro ponto é que o índice nikkei está em ienes, se fosse em dólar haveria, de 1985 até hoje, uma valorização extra de quase 400% por conta do câmbio (sem descontar a inflação). Se fosse contabilizada a valorização da moeda japonesa desde 1950 (ano inicial do estudo), essa rentabilidade seria muito maior.

Ainda assim o resultado é ruim, apesar de não ser desastroso como muitos imaginam.

Foi simulado um investimento de 10.000 ienes ao final de cada ano, de 31/12/1950 até 31/12/2010. O ano de 1950 foi escolhido por ser o início mais “confiável” em termos de banco de dados.

Entre 1950 e1989

Para aqueles que começaram de 1950 em diante e mantiveram seus investimentos até o ano de 1989 (período máximo de 39 anos), as rentabilidades foram excelentes, para padrões de países desenvolvidos.

Foram, portanto, quase 40 anos de Bull Market. Isso, inclusive, entrou no caldeirão comportamental que gerou a bolha nos ativos japoneses.

Bull Market por 40 anos??? Em casos como esse ninguém se arrisca a dizer que haverá um Bear Market.

Isso aconteceu, em menor escala, no Brasil de 1967 a 1971 e também entre 2002 e 2008. Parecia jogo de ganho certo.

Até 1995… deu!

Mesmo para quem iniciou e terminou seus investimentos entre 1950 e 1995, a situação foi bem interessante, bem melhor do que a renda fixa japonesa.

De 1995 a 2010, lamentável

Por conta de um país estagnado, sem crescimento econômico relevante. Por conta de um iene supervalorizado, o que deixa o japonês RICO em termos relativos, mas desestimula as exportações e o investimento produtivo no Japão. Os últimos 15 anos do estudo foram sofríveis para a bolsa japonesa.

Para se ter uma idéia, só ganhou quem iniciou seus investimentos entre 1950 e 1973, daí por diante só perdas.

Mas no resumo geral, não foi tão ruim.

Tendo em vista que o Japão trabalha com taxas próximas a zero na renda fixa há muitos anos, não faz sentido esperar do Nikkei rentabilidades de países em crescimento.

O pior resultado foi para quem iniciou seus investimentos em 31/12/2006 e encerrou em 31/12/2008. Estaria amargando uma perda anual de 11,04%.

Todas as outras perdas superiores a 8% também se referiam a períodos MENORES que 5 anos, o que não caracteriza longo prazo.

De todos os 1.830 resultados possíveis, houve 1.477 resultados positivos (80,7%) contra 353 resultados negativos (19,3%).

De todos os 1.830 resultados possíveis, houve 756 resultados SUPERIORES a 5% ao ano em média (41,3%) contra apenas 30 resultados com perdas superiores a 5% ao ano (1,6%).

De todos os 1.830 resultados possíveis, houve 73 resultados SUPERIORES a 10% ao ano em média (3,98%) contra apenas 3 resultados com perdas superiores a 10% ao ano (0,16%).

Last, but not least…

No Japão, como não poderia deixar de ser num país de renda fixa ZERO, a indústria de fundos tem perto de 80% de seu patrimônio investido em renda variável. No Brasil essa percentual mal chega a 15% (ver ANBID).

A bolha deixou estragos bem grandes, mas o resultado “ponto a ponto” não foi de todo ruim. Em 60 anos a bolsa saiu de 100 pontos para chegar a 10.000 pontos. Uma média de 8% ao ano. Superior até à média do Dow Jones e do S&P 500.

Na realidade, o resultado da bolsa até que foi bom, o problema é que para chegar a 10.000 pontos em 2010, ela precisou passar por 40.000 em 1989. Fui uma curva e tanto. Foi do Rio à Fortaleza por Vancouver.

E isso sem considerar a valorização do iene, que deixou os japoneses quase 4 vezes mais ricos em dólar.

A principal lição que resta do caso japonês não é “abandonar” a formação de patrimônio de longo prazo e abraçar o trade, mas sim ter consciência de que a exuberância irracional é dolorosa e tem prazo para terminar.

Os japoneses apostaram num Bull Market Forever, e também achavam normal que o terreno do palácio imperial valesse mais do que todo o estado da Califórnia.

E essa é uma crença que agrada… mas machuca muito quando a realidade se impõe.

Que o digam os operadores a descoberto no mercado a termo brasileiro entre 2007 e 2008.

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25 Respostas to “Buy and Hold em xeque? Índice Nikkei 225”

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Buy and Hold é ilusão! Outros índices de países desenvolvidos andaram de lado na última década ou 20 anos, além do Japonês.
Outra coisa que se deve considerar é que nenhum livro de gestão de carteira profissional vai recomendar você comprar poucas ações. Diluição de risco e matriz de correlação entre os ativos é essencial e vai acabar gerando um desempenho parecido com os índices das bolsas. De outra forma, os gestores profissionais ganhariam dos índices em sua ampla maioria, mas a estatística não aponta isso.

Portanto buy and hold só vai ser bom em qualquer país do mundo quando esse país estiver emergindo ou numa situação demográfica atraente. Quando os países amadurecem, os ciclos da bolsa passam a ganhar uma importância muito maior, obrigando o investidor a “perceber” o timming dessa aplicação. para isso, ele pode se basear nos resultados previstos pra economia do país ou pra setores nos próximos anos e, a partir desse ponto, é possível usar ferramentas como a do método INI para a escolha de ativos.

Acho um grande desserviço o INI defender sua metodologia acima de todas as outras ponderações.

Bolsa de longo prazo é conjuntura, … e a conjuntura de um país vai depender de fatores externos e internos, demandando vigilância constante. Ficar comprado, acreditando no buy and hold e no reinvestimento dos dividendos é um belo mico se não forem observados esses pontos!

Caro Alexandre,

Lamento que julgue dessa forma o trabalho educacional que o INI procura fazer.
Suas colocações a respeito do método INI estão equivocadas. A regra mais básica do Método INI-NAIC é conhecer em profundidade os ativos em que investe e rever suas premissas, no mínimo, a cada 3 meses, quando saem os relatórios trimestrais das companhias.

Além disso o INI prega a poupança em ações, que é o modelo principal de aposentadoria de quase 100% dos pensionistas de países desenvolvidos, basta ver que praticamente todos os fundos de pensão têm investimentos em renda variável, alguns com expressiva participação.

Aliás, ao ver a PREVI com 60% do patrimônio em renda variável, sabemos que os pensionistas do Banco do Brasil também seguem o mesmo modelo. Afinal, a PREVI não é um trader, nem se desposiciona a partir de timing, é um fundo que acumula a poupança de funcionários utilizando renda variável em seu portfolio.

O que o INI prega pode, na sua visão, ser um absurdo, mas é o modelo mais comum de previdência privada em todo o mundo, seja diretamente, seja através de fundos.

Novamente, lamento que fale do Método INI demonstrando tamanho desconhecimento de seu funcionamento e de seu poder educacional.

Se o Brasil quiser criar uma nação de traders, vai continuar direcionando 70%-80% da riqueza gerada por suas companhias para investidores estrangeiros.

Se quiser uma nação de investidores, talvez a maior parte dessa geração de riqueza fique no Brasil.

Esse é o papel do INI. E é disso que o Brasil precisa.

Gostaria de pedir a autorização para republicar o presente texto no meu site, “O pequeno investidor”.

Oi Fábio,
Está autorizado, mas coloque a fonte.
Abraço!

Obrigado pela autorização! Obviamente, mencionarei devidamente a fonte.

Gostei muito da leitura do artigo buy and hold e o indice Nikkei 225!foi uma boa oportunidade de reflexão e revisão de conceitos para meus investimentos.
Os comentários do Alexandre também foram muito bons! Também tirei proveito de sua visão.
E finalmente a réplica do INI tem boas informações. A questão fundamental, pelo menos para mim, é que aprendi um pouco mais e se eu não tivesse aprendido nem teria perdido meu tempo em comentar. Turma, valeu!

Oi José,
Entendo o ponto de vista do Alexandre, mas o trabalho do INI é quase “social”, pois divulgamos um modelo de investimentos que não interessa a nenhuma instituição comercial, só ao próprio investidor.
É uma luta diária conseguir que pessoas simples, com poucos recursos, desenvolvam o hábito de poupar usando o mercado de ações em vez de outros investimentos.
Conseguir isso significa migrar de país em desenvolvimento (população financiando o governo) para país desenvolvido (população financiando a iniciativa privada).
É trabalho para mais 30 anos.

O texto é excelente! No livro “Stocks for the long run”, Jeremy Siegel mostra como a estratégia buy & hold é eficiente para vários contextos diferentes. Em vários países, em diferentes tempos históricos, a estratégia tem se mostrado bem sucedida – desde que aplicada a períodos de longo prazo. Outro fator que acredito que o texto não levou em conta, e que reforçaria a tese da eficiência da estratégia mesmo no caso japonês, é o pagamento de dividendos: no longo prazo, isso faria uma diferença danada na conta de quem investiu em ações no Japão durante esse período.

Caro Fábio,
Não só o professor Jeremy Siegel, mas Damodaran, Robert Shiller e muitos outros apresentaram ótimos estudos sobre o comportamento disciplinado e educado ao longo dos anos no mercado de ações.
Há, mesmo nos EUA, poucos (não conheço nenhum que tenha virado livro) sobre o efeito de longo prazo para técnicas especulativas.
Mesmo assim, aqui no Brasil, a crença na disciplina e na seleção de empresas para longo prazo ainda é pouco difundida e, muitas vezes, atacada.
Agradeço a visita e as palavras amigas.

Não tenho nenhuma competencia para falar sobre o metodo INI, o que posso dizer é que até antes da crise 2008 cheguei a dobrar meu capital em bolsa (comprada em Vale5, Petr4, Csna3, etc..) e hoje 6 anos depois o maximo que consigo é empatar com renda fixa, isso pq tenho maior exposição em Vale5, pois nos outros ativos perco até pra poupança, é oportuno mencionar que nos cálculos estão computados os proventos recebidos.

– entrei na bolsa com aquela maxima na cabeça “bolsa é INVESTIMENTO pra longo prazo” e sempre que possivel fui comprando, e hoje vejo que não é bem assim, o que vejo são muitos ganhando especulando em detrimento dos que realmente querem investir.

Algumas dúvidas:

– se investir é pra LP me tornando sócia da empresa escolhida (ex. Vale SA) por que tenho que ficar “revendo as premissas” ?

– por que a Vale SA vale menos hoje do que a anos atras se neste mesmo periodo ela cresceu e aumentou os lucros ??

– quem realmente “dá valor” aos ativos que são negociados em bolsa são os grandes especuladores com grandes posições ???

– no momento estou completamente desiludida com a bolsa como forma de investimento, pode até ser que ela suba bastante e me dê lucro, porém se depois da alta vier nova crise e tomar tudo de volta qual a vantagem do B&H ?????

É uma pena dizer mas os únicos trocados que consegui ganhar foi especulando.

Cara Bianka,
Agradeço sua visita.
Essa máxima de que “bolsa é para longo prazo” nem sempre é usada da forma correta. Os objetivos de quem investe na bolsa é que devem ser de longo prazo. Bolsa, quando usada para acumular patrimônio, só serve aos interesses de quem tem horizonte superior a 7 anos. ISso faz com que a bolsa não sirva para propósitos de curto prazo como juntar para comprar carro, apartamento, viagem e MUITO MENOS para servir como colchão de segurança, como escrevi no livro Quanto Custa Ficar Rico?
O INI não se opõe a nenhum outro método de investimento, não é nossa função. Queremos, apenas, ajudar o Brasil a sair da incômoda posição de ter apenas 0,3% da população investindo em ações. Isso sim um dos motivos de nosso atraso.
Não conheço a forma como investiu, mas o que o INI prega é colocar pouco dinheiro regularmente ao longo de muitos anos, reinvestir os lucros e dividendos, selecionar empresas de crescimento com múltiplos baixos.
A maioria das pessoas, entre 2003 e 2008 colocou muito dinheiro, e de uma só vez ou em poucos meses. Isso nada tem a ver com o método INI.
Isso é especulação apenas, pois parte do pressuposto da hora certa x hora errada.
Quem compra todo mês dilui, mitiga o risco BOLSA e fica com o risco empresa. E esse, ao longo de anos de investimento pode ser medido por qualquer investidor consciente.
Por fim, o comportamento pregado pelo INI é o modelo de previdência privada da maioria da população mundial, seja diretamente, seja em fundos de pensão.
Nosso papel, dificílimo por sinal, é fazer com que a população brasileira tire proveito do desenvolvimento do país e de suas empresas, e que não deixe isso exclusivamente aos estrangeiros.
O brasileiro, infelizmente, se acostumou a ser rentista e financiar o governo. Essa é a fórmula do nosso fracasso como país e como economia nos últimos 30 anos.
Um dia isso mudará e, justamente para esse dia, os ensinamentos do INI poderão ajudar milhões de brasileiros órfãos dessa renda fixa sufocante para o nosso Estado e para a nossa Cidadania.
Nosso trabalho é um trabalho social de desenvolvimento de país, de economia. E infelizmente temos pouco apoio. Deveriámos ter muito mais.

Quanto à pergunta da Bianka, eu só teria a dizer que o fato de a Vale ser hoje uma empresa melhor do que ontem e os preços só estarem caindo ou andando de lado só mostra a irracionalidade do mercado, que às vezes joga o preço das ações de uma empresa excelente lá pra baixo, e às vezes joga os preços da ação de uma empresa péssima lá pra cima. O mercado é um sujeito com transtorno bipolar.

O movimento com as ações da Mundial mostram isso claramente. A empresa tem um ROE de 11%, dividend yield inferior a 1%, a dívida é superior a seu patrimônio e o P/L é elevadíssimo, superior a 28. Só esse ano, teve “lucro” de quase 300%, segundo o site Fundamentus. A Vale, por sua vez, tem um ROE de quase 30%, o que é EXCELENTE, a dívida chega a algo próximo a 34% de seu patrimônio, com excelente margem líquida – mas, apesar disso, o mercado jogou o seu valor lá pra baixo – o P/L está na casa dos 6.

Em qual das duas vocês apostariam para daqui a 10 anos? Eu não tenho a menor dúvida de que escolheria a Vale.

Bianka, o seu comentário me alegrou. Porque você não procura ler os textos sobre a “Teoria dos Tolos”, publicado pelo site http://www.lauromartins.com

São tres textos, bem explicativos que mostrou pelo menos para mim, como seguidores dessa teoria ( que incluem os amigos acima e os autores do blog) tentam lhe passar. Sugiro muito a lida pois acreditar nessa subjetividade de argumentos é aceitar sua tolice. Acho que são textos que TODO mundo deveria ler, para abrir os olhos do que a maioria dos “pseudo investidores” da internet tenta lhe pregar sem fundamento.

Ricardo

Caro Ricardo,
Sou contrário a cortar comentários, mesmo quando tratam os leitores do blog como “pseudoinvestidores” ou “tolos”.
Os textos do Lauro Martins são bem escritos, mas vazios. Acho que alguém que quer criticar Jeremy Siegel, Damodaran, Robert Shiller, Ben Graham entre outros que fizeram centenas de estudos irrepreensíveis sobre o mercado de ações deveria começar a fazer suas próprias contas. Ele não fez nenhuma, nem sabe se os estudos em que se baseou estão errados. Aliás, se parassem em 2007 dariam resultados bem diferentes, não? Pois é, as verdades absolutas de Lauro Martins dependem do período. Assim eu consigo provar que o Atlético Mineiro é o recordista de títulos brasileiros. Basta parar em 1971.
De qualquer forma, ficam os links indicados por você.
Espero que as pessoas não se convençam de que investir em renda fixa é muito melhor do que investir em bolsa PARA O FUTURO, pois estaremos condenados a financiar governos incompetentes e deixar empresas como Vale, Marcopolo, Google, Air Liquide, Microsoft, Facebook entre outras que fazem nossa vida melhor todos os dias SEM DINHEIRO.
Posto seu comentário, indico seus textos, mas lamento que nosso trabalho não tenha ficado muito claro para você.
Atenciosamente,
Equipe INI

Prezado moderador,

Publiquei, conforme autorizado, o texto em meu site pessoal. Mencionei a origem do texto, mas peço a gentileza de verificar se vocês concordam com o modo pelo qual a indiquei.

O link é o seguinte: http://opequenoinvestidor.com.br/2011/06/buy-hold-japao/

A propósito, será que teria como alguém do INI me conceder uma entrevista para o meu site? Lá, valorizo a estratégia Buy and Hold para o longo prazo, e muito do que eu tento fazer é ajudar meus leitores tem a ver com a filosofia do INI (sou associado, inclusive).

Atenciosamente,
Fábio Portela

Oi Fábio, podemos sim dar entrevista para o site. Pode mandar um e-mail para administracao@ini.org.br pedindo nosso contato telefônico que nossa secretária vai encaminhá-lo para o local certo.

Quando comecei a me interessar por outros investimentos além da poupança, tive a oportunidade de conhecer o INI e seu método. Tive também a oportunidade de falar pessoalmente com o Paulo Portinho na ExpoMoney de 2007 em Brasília, momento em que me associei e passei a estudar tudo a respeito de bolsa de valores. Ao mesmo tempo fui desenvolvendo o hábito de economizar e formar uma boa base financeira.

Em 2009, depois daquela crise, comecei a investir em ações na Bovespa e posso dizer o seguinte. Executei diversos métodos de trade, o mais lucrativo, tranquilo, seguro e eficiente é o Método INI. Hoje tenho uma boa renda anual extra resultante de investimento em empresas sólidas e lucrativas no mercado nacional e, o que é fundamental, sou sócio delas.

Portanto, o INI nos oferece o que é mais importante para o desenvolvimento em qualquer área de conhecimento: educação.

Carlos, agradeço pelas palavras de incentivo. Como você sabe, o INI não traz fórmulas mágicas. O trabalho de conhecer o método e conhecer as empresas também é duro e leva tempo. Fico feliz que tenha perseverado nesse caminho.

Como tentei mencionar, não sou contra B&H e acho que deveria ser a forma certa de investimento em bolsa, o que citei foi que no meu caso (6 anos) ainda não funcionou.

O que vejo são uns poucos grupos manipulando as operações e levando as cotações dos ativos onde desejam, eles “mandam” no mercado, isso sem mencionar casos como o da “capEtalização” da Petrobras, fatos que só afastam os pequenos da bolsa; e a Bovespa e corretoras só tirando o delas…….

Comprar aos poucos: é relativo, pois quem fez só uma grande compra, antes da crise nos 73k está perdendo até hoje; porem que fez a mesma única compra no fundo da crise, abaixo dos 40k, está ganhado hoje 50% sobre o capital investido.
E se o investidor possui hoje um determinado valor(ex.:100K) e resolve comprar tudo de Vale5 por que ele compraria em 10 ou 20 vezes se o mesmo nunca sabe, antecipadamente, onde é o fundo pra tentar comprar mais barato??

Previdencia privada: eu tinha VGBL resgatei em 2005 e comecei investir em bolsa.

Múltiplos baixos: o que dizer dos da Petro, porem isto não se reflete no preço dos ativos.

Com relação aos “7 anos” como falta pouco vou esperar completar (rs)

Tambem acredito que se tivessemos um grande nº de INVESTIDORES em nosso país, não ficariamos nas mãos dos “tubarões” como estamos hoje.

Finalizando, gostaria de parabenizar o trabalho do INI, o caminho é esse.

Abraços a todos.

Olá, muito bom o artigo. Como sempre, aliás.

Gostaria de entender essa parte:

“China, ao evitar a desvalorização abrupta do Yuan, tenta evitar cair na mesma armadilha em que o Japão caiu.”
No lugar de desvalorização, não seria valorização?

Também gostaria de entender a expressão “lançadores de termo” do final.

Obrigado,
Sandro

Oi Sandro,
Corrigido. É valorização, com certeza. Com a valorização o custo da exportação chinesa subiria em dólares e a população ficaria mais rica, em termos cambiais.
Troquei o termo lançadores por operadores a descoberto, pois lançadores são associados a vendedores e, no caso do mercado a termo, quem perdeu foi quem comprou acreditando que não cairia mais.

Oi Bianka,
Infelizmente o mercado brasileiro passou por momentos que não ajudaram o pequeno investidor nos últimos anos.
E são elementos sobre os quais não temos poder, nós pequenos investidores. Sempre houve e sempre haverá casos como os da Enron, da AIG, da Sadia e da Aracruz. Alguns por má-fé, outros por babeiragem financeira ou contábil, mas só conseguimos nos proteger desses casos através da diversificação. Ninguém consegue antever todos os cataclismas.

A compra mensal, sem preocupação da hora certa ou errada reduz o risco BOLSA, no longo prazo, e deixa o risco EMPRESA. Isso faz sentido, pois comprando sempre você tende obter uma média entre os “melhores” momentos e os “piores”, dessa forma o que sobra, em vários anos, é o crescimento médio da companhia.

Veja o caso do Bradesco. O crescimento dos lucros, dos dividendos e das cotações esteve em média a 13,5% ao ano, nos últimos 8 anos. Porém em cada ano o Bradesco oscilou num intervalo de 50% entre o preço mínimo e máximo. Quem deu sorte pode ter ganhado 25% ao ano em vez de 13,5%. Quem deu azar poderia ter obtido -5% ao ano em vez de 13,5%.

Mas quem comprou regularmente aumentou e muito sua probabilidade de ter ganhado 13,5%, que o foi o resultado médio do Bradesco.
E isso vale para muitas outras empresas com resultados regulares, consistentes e crescentes.

O Método INI, na realidade, é um incentivo à poupança utilzando o mercado de ações em vez da renda fixa ou da própria caderneta.

Num país que está batendo recorde de dívida privada, é preciso que muitos outros se unam ao INI para lembrar que o desequilíbrio entre consumo e poupança não é somente prejudicial ao indivíduo, mas também ao país.

Agradeço as palavras amigas e entro com você na torcida para que o Mercado não dê mais sustos nos pequenos investidores.

[…] responder esta questão, o blog do Instituto Nacional de Investidores (INI) publicou um excelente artigo no qual se questiona a tese de que o exemplo japonês é um obstáculo ao Buy and Hold, que é […]

Olá,
O INI tornou o mercado de renda variável muito mais claro pra mim.
Acho os artigos e estudos em geral excelentes, assim como os dois livros.
Gostaria de tirar uma dúvida: é vantajoso para o praticante do buy and hold alugar suas ações? Pelo que vi seria um incremento ao rendimento por dividendos e aceleraria a progressão da carteira, desde que não atrapalhe a venda das ações quando necessária.

Obrigado,
Sandro

Oi Sandro,
Fico feliz que o efeito tenha sido de esclarecimento sobre o mercado. É o que buscamos.
Quanto ao aluguel, é uma ferramenta que não altera em nada o modelo de buy-and-hold. É mesmo uma rentabilidade a mais.
[]


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